Estadão | Cresce número de casais sem filhos no País, aponta IBGE

Maior expectativa de vida e queda na taxa de fecundidade aumenta população com 70 anos ou mais

Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO - O porcentual de casais sem filhos aumentou no País em dez anos, segundo motra a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE divulgada na manhã desta quarta-feira, 24. Em 1997, o porcentual era de 12,9% de casais sem filhos e o número pulou para 16% em 2007. No País, 1,9 milhão de casais possuem renda e optam por não ter filhos, aponta a pesquisa. Além disso, aumentou o número de mães com apenas um filho, subiu de 25,8% em 1997 para 30,7% em 2007.

A proporção de pessoas que viviam sozinhas no Brasil aumentou de 8,3% da população em 1997 para 11,1% em 2007. Segundo a pesquisa, “essa é uma tendência que vem sendo verificada nos últimos anos, fruto da redução das taxas de mortalidade e do aumento da esperança de vida, especialmente para as mulheres”.

O número de adolescentes entre 15 e 17 anos que são mais já chega a 6,4%. As regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste são as que mais tem adolescentes mães. No Norte, 9,4% das meninas nessa faixa de idade têm filhos; no Centro-Oeste o número é de 7,7% e no Nordeste a taxa é de 7,5%. As regiões Sudeste e o Sul têm as taxas mais baixas, com 5% de meninas nesta faixa com filhos.

População idosa

A população idosa de 70 anos ou mais teve ”um considerável aumento”, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE. O número de pessoas nessa faixa de idade chegou a 8,9 milhões de pessoas, ou 4,7% da população total em 2007. Em 1997, essa faixa etária correspondia a 3,6% da população total.

De acordo com a Síntese, o aumento da população idosa no Brasil é conseqüência do crescimento da esperança de vida ao nascer combinado com a queda do nível geral da fecundidade. A esperança média de vida ao nascer no País era de 72,7 anos de idade em 2007, ou 3,4 anos maior do que a apurada em 1997.

A taxa de fecundidade total (número médio de filhos que uma mulher teria ao final do seu período fértil) foi de 1,95 filho em 2007. “Tal valor traduz o resultado de um processo intenso e acelerado de declínio da fecundidade ocorrido na sociedade brasileira nas últimas décadas”, segundo comentam os técnicos do instituto no texto da pesquisa. Em 1997, segundo a Síntese, a taxa era de 2,54 filho. Há também comparações com outros países que mostram que, na Itália, a taxa está estabilizada em 1,38 filho, enquanto na Índia chega a 2,81 filho por mulher.

Mulheres x Homens

A pesquisa confirma também que sobram mulheres em relação aos homens, no País. A razão de sexo no Brasil foi de 95,3 homens para cada 100 mulheres em 2007 e os técnicos atribuem a diferença, principalmente, à sobremortalidade masculina. A menor diferença populacional entre os sexos no ano passado, entre as regiões metropolitanas, estava em Curitiba (95,3 homens para cada 100 mulheres, como na média nacional), enquanto a menor estava no Recife (87,8 homens para 100 mulheres). Em São Paulo, havia 91 homens para cada 100 mulheres.

A Síntese de Indicadores Sociais teve a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, divulgada na semana passada, como principal fonte de informação. O objetivo do levantamento, segundo o IBGE, é “subsidiar as políticas sociais específicas e ampliar o acesso da sociedade civil às informações estatísticas oficiais”.

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Uma resposta

  1. Boa noite, sou Marina, de 22 anos e 5 anos de namoro. Acredito ainda ser jovem para dizer que eu também farei parte dos casais sem filhos do futuro, pois posso mudar de idéia. Mas eu não me imagino como mãe, com um filho para criar. Acredito que ter um filho pode ser prazeroso e edificante, entretanto, vejo os filhos como fonte eterna de sofrimento, alguém que você vai sofrer inevitavelmente, seja financeiramente ou emocionalmente, pois a vida não é perfeita. Por isso, não quero ter filhos, acho que já sofro por muitas coisas, e não quero arrumar mais uma para sofrer. É isso. Abraço a todos. Marina

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